De todas as opções existentes no mercado para o entretenimento das pessoas, sem sombra de dúvidas uma das alternativas mais competitivas são os TCG’s – Trading Card Games. Tais cartas colecionáveis são encontradas com diversas características e peculiaridades, coexistindo em um mundo que abrange desde Pokémon, passando pelo terror dos pais e da igreja chamado Yu-Gi-Oh e indo até os personagens da Marvel, com o brasileiro Battle Scenes. Mas todos eles começaram com Magic the Gathering.

Se todos eles fazem o devido sucesso com mecânicas únicas e estratégias distintas, talvez seja uma boa hora de olhar para trás e analisar aquele que iniciou uma nova era nesse ramo, criando coleções que surpreendem até os dias de hoje, agradando tanto colecionadores quanto jogadores casuais e profissionais.

Magic the Gathering começou como um jogo de corrida entre robôs?

Voltando ao ano de 1991, de acordo com o próprio site da distribuidora do jogo Wizards of the Coast, o criador do game Richard Garfield entrou em contato com Peter Adkison, CEO da Wizards, com o objetivo de que empresa publicasse seu boardgame chamado RoboRally. Embora tenha gostado da ideia, Peter não estava certo de que a Wizards teria conhecimento e recursos suficientes para lançar um jogo de tabuleiro.

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Então, ele sugeriu que Richard modificasse o jogo para deixá-lo mais rápido e portátil, para que pessoas pudessem jogá-lo “enquanto esperam na fila das entradas de convenções”. Richard então modificou e criou o que seria a primeira versão de um dos maiores fenômenos do mundo.

Com o passar dos anos e com sucesso garantido, não demorou muito para que os jogadores começassem a levar as partidas a sério e criarem as mais milaborantes táticas para surpreender seus oponentes e garantir a vitória. Percebendo o potencial que tinham em mãos,  vários torneios oficiais foram e continuam sendo realizados com premiações milionárias, estando disponíveis ao redor do mundo, inclusive no Brasil!

Como se dão as partidas do TCG mais famoso do mundo

Mesmo que existam inúmeras estratégias já conhecidas por seus jogadores e outras que surgem a cada dia, a grosso modo Magic conta com um sistema relativamente simples de ser aprendido, mas que leva um bom tempo para ser dominado. Cada jogador conta com um baralho de no mínimo 60 cartas e, após decidirem quem irá começar a partida, compram 7 cartas e iniciam o jogo.

O objetivo do jogo é simples: cada um começa com 20 pontos de vida e ganha aquele que conseguir eliminar todos os pontos do adversário antes, invocando monstros e conjurando feitiços dos mais diversos efeitos. Para poder jogar as cartas, um custo de mana  deve ser pago através de terrenos, que geralmente só podem ser baixados uma vez por turno.

Sobrevivendo em um mercado sangrento

Apesar de ter sido um sucesso logo de cara, mais importante do que esse fato é entender como o jogo continua em alta até os dias de hoje, onde o número de concorrentes é significativo e abocanham parte desse mercado, que movimenta uma grande quantidade de dinheiro anualmente.

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Para continuar sempre mantendo a atenção dos jogadores veteranos e trazer cada vez mais adeptos ao TCG, até hoje novas coleções de cartas são lançadas, sendo algumas com características já conhecidas e outras com efeitos e utilizações totalmente inéditas. Tal rotatividade mantém, na maioria das vezes, o estado de jogo saudável, permitindo a criação de novas estratégias a cada novo bloco lançado, sempre deixando no ar aquela sensação de novidade e criatividade por parte dos jogadores.

Tipos de competição no Magic the Gathering

Outro fator muito interessante é como a própria empresa faz com que todas as cartas possam ser utilizadas, desde que estejam no formato correto. Ilustrando essa informação, atualmente existem 4 formatos principais no mundo de Magic, sendo eles:

  • Standard: é o formato padrão da Wizards, pois sofre rotação de coleções e cartas permitidas a cada intervalo de tempo;
  • Modern: permite cartas da 8ª edição (2003) até o presente momento;
  • Legacy: também permite praticamente todas as cartas, mas possui um número maior de cartas banidas quando comparado com o Vintage;
  • Vintage: permite praticamente todas as cartas, mas traz algumas restrições, entre elas a limitação de certas cartas há apenas uma cópia no baralho.

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É válido ressaltar que cada formato conta com listas de banimentos distintos, permitindo assim que nenhuma estratégia se sobressaia e domine o respectivo formato. Após essa breve apresentação desse magnífico universo, por que você, leitor, que teve pouco ou nenhum contato com o jogo não dá uma chance para o mesmo?

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Um caminho sem volta bastante agradável

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Participar ativamente dessa comunidade está cada vez mais fácil hoje em dia. Com um bom número de lojas credenciadas espalhadas, eventos e baralhos pré-montados gratuitos para iniciantes, a intenção é a de disseminar informação sobre o jogo, suas regras e sua comunidade. Entrar de cabeça nessa jornada pode ser um caminho sem volta, mas muito prazeroso. Já jogou Magic the Gathering alguma vez na sua vida? Comente conosco!

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