Há um conceito importante na nostalgia. Ela é uma saudade gostosa que nos faz querer relembrar tempos bons, com boas lembranças. Porém, há uma inconveniência no que se trata a respeito de videogames: resgatar as boas lembranças envolve uma busca meticulosa, com muitos aspectos técnicos que devem ser considerados e dificilmente seriam aceitos por um saudoso qualquer. Ter um console retrogame não é tão fácil assim.

A estes, foram desenvolvidos novos aparelhos, com tecnologia modernizada e capacidade de leitura dos cartuchos originais, que porventura em algum momento possam ter sido guardados como boas lembranças, ou simplesmente possuem distribuição oficial com jogos na memória. Embora conceitualmente elas envolvam a utilização de emuladores em seu funcionamento, o que as afasta das máquinas não-oficiais é justamente a chancela de seus fabricantes originais.

Vale a pena mencionar que por se proporem a ser uma reconstituição, nenhum console retrogame dessa lista tem funcionamento pleno conforme acontecia naquela época. Pensando nisso, reunimos aqui os dez melhores aparelhos para você, que deseja tirar o pó dos seus cartuchos, ou quer um bom compilado para relembrar bons momentos:

1. O novo Mega Drive

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Já começando com o pé na porta, o relançamento do clássico Mega Drive trouxe de volta para os brasileiros o prazer de ter a fera da SEGA em sua TV, com entrada para cartuchos e uma porta para cartão SD. Relançado em 2017, tudo nele exala nostalgia, desde sua aparência remetendo ao primeiro meguinha – até a caixa que imita o padrão quadriculado clássico foi levado em consideração. A princípio, a Tec Toy só o lançou com o controle de três botões de ação, visto que o de seis foi lançado posteriormente.

Embora tenha a proposta de reconstituir a experiência do aparelho original, esse resgate da Tec Toy teve algumas reticências: por evidentemente não ter a arquitetura similar ao que tenta reconstituir, não há compatibilidade com uma série de tecnologias da época, como o Sega CD e o 32X, a Power Base, que permitia jogar Master System no Mega, e determinados cartuchos diferenciados como os Sonic & Knuckles que contam com a tecnologia Lock-On.  Apesar desses pormenores, é o suficiente para reviver a experiência nostálgica do console

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2. Analogue NT

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Esses dois aparelhos foram criados por uma empresa chamada Analogue, cuja ideia é de modernizar a dupla clássica da Nintendo. O NT chegou com um design arrojado, entradas para cartuchos de NES e Famicom, além do suporte a todas as regiões. Ambos tem as entradas de seus controles originais, inclui controles Bluetooth (desenvolvidos pela 8BitDo, com possibilidade de uso para um controle de PS4, por exemplo) e saída HDMI.

3. Super NT

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Já o Super NT parece uma mistura dos designs do Super Famicon com o SNES, sendo mais conservador que o estilo todo em alumínio do seu antecessor. Ele é oferecido em padrões de cor similares às versões japonesa e americana do console original, mas também uma preta e uma transparente. Os dois aparelhos tem funcionalidades e conceitos similares, mas acabam surpreendendo pela possibilidade em revitalizar as memórias de seus donos. Console retrogame de respeito.

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Talvez os consoles da Analogue sejam a forma mais robusta e moderna de ressuscitar seus velhos cartuchos dos dois grandes clássicos consoles da Big N. Também são a mais segura e mais prática: Não há necessidade de adaptação de sinal de vídeo, visto que o próprio console tem todos os dispositivos de upscaling necessário para uma TV mais moderna. No caso do Super NT, ele vem inclusive com uma versão completa do jogo Super Turrican, lançado no console original com menos conteúdo por limitação do cartucho no momento.

4. Supaboy

Os três aparelhos da Hyperkin são pequenos notáveis na nossa lista de console retrogame. O Supaboy é uma máquina portátil que remete ao controle do SNES, embora seja uma versão bem troncuda do mesmo. Possui entradas para dois controles do aparelho original, possibilidade de conectar via cabo RCA e apenas roda jogos em cartucho. Sua bateria é recarregável e, segundo consta, saiu das duas horas e meia no primeiro modelo, para 10 horas na versão mais nova do console, o Supaboy SFC, que falaremos mais à frente.

5. Supaboy S

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Outra grande diferença é que desde o modelo S, o aparelho passou a suportar jogos europeus também, o que era uma falha grande no primeiro Supaboy. Por comportar-se basicamente como um Super Nintendo americano, todo jogo fora do padrão NTSC tinha problemas para funcionar. O Supaboy SFC foi lançado no primeiro semestre de 2018, e é um dos aparelhos mais novos a figurar em nossa lista de console retrogame.

6. Supaboy SFC

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Os novatos da linha são um pouco mais compactos, tem melhorias sonoras e tela Widescreen, o que não faz muito sentido levando em consideração a janela gráfica dos jogos do SNES. Isso é resolvido na versão SFC: ao segurar o botão de ajuste de brilho na tela, ele automaticamente altera a imagem para o padrão 4:3, adotado na primeira versão, mas com uma tela bem aquém em relação aos mais novos. Vale lembrar que a duração da bateria da versão SFC é cerca de quatro vezes maior que o original, como falamos anteriormente.

7. NES Classic

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A Nintendo resolveu surfar na onda nostálgica que tinha tomado os jogadores de todo mundo. É que há um tempo atrás, em busca de melhor qualidade e custo mais baixo, explodiu a venda de um computadorzinho chamado Raspberry Pi que, além de ser uma opção bem portátil de computador, também tornou-se a melhor opção para os jogadores nostálgicos emularem os jogos de sua infância.

Em 2016, foi lançado o Nintendo Classic Mini, uma versão diminuta do NES, que prometia trazer os velhos e bons jogos com uma interface toda nova, saída de sinal HDMI e reproduções dos controles de NES que poderiam ser usados no Wii e no Wii U, exceto na versão japonesa, que reproduzia os controles soldados do Famicom. Pelo seu valor de coleção, o aparelho foi um sucesso de vendas e críticas pela pouca quantidade distribuída, empolgando a Big N no lançamento do seu sucessor – e prometendo trazer o pequeno notável de volta às prateleiras -, o SNES Classic Edition.

8. SNES Classic Edition

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Tal qual seu irmão mais novo, a pequena potência de 16 bits modernizou e brindou seus compradores com controles Clássicos para seus Wii/Wii U, mas teve um adicional: o lançamento oficial do lendário StarFox 2, que tinha sido cancelado por causa do lançamento do Nintendo 64, que teria um jogo da franquia com melhores gráficos e melhor definição. Mais uma vez, os pequenos notáveis da Casa do Mario explodiram em vendas. Pegaram todos os fãs exatamente pelo que pretendiam e o efeito foi avassalador na indústria.

9. Mini C64

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Com o caminho aberto, a Retro Games não pensou duas vezes: lançou no mercado uma versão mini do Commodore 64, um dos mais populares computadores pessoais dos anos 80. Já que a empresa original não existe mais, o aparelho foi rebatizado para C64 Mini.

A carcaça miniaturizada do C64 acabou por transformar o teclado original em mero detalhamento, mas o aparelho ganhou duas portas USB e uma HDMI para funcionamento com TVs mais modernas. A parte mais bacana do C64 Mini nem é o fato de ter 64 jogos em sua memória, muito menos o controle que reproduz o mesmo que vinha originalmente, mas sim o fato de que é possível programar em Basic, assim como muitos faziam no Commodore 64. Isto abre uma infinidade de possibilidades para quem comprá-lo: basta conectar um teclado.

10. Neo Geo Mini

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O último dos Minis entre nossa lista de console retrogame até então veio da SNK, com seu NeoGeo Mini. O aparelho imita um gabinete dos arcades, com detalhes artísticos que exalam a cultura do fliperama. Mas ele também dispõe de uma saída HDMI, entrada para fone de ouvido e duas entradas para controles, caso seja do interesse do comprador em jogar sua pequena biblioteca de clássicos usando as reproduções dos gamepads de Neo Geo. A tela do NGM é ridiculamente pequena: apenas 3,5 polegadas, e o aparelho pesa cerca de 390g.

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No geral, esses aparelhos são considerados pelos gamers como peças interativas de coleção e decoração. São capazes sim de muita coisa, quase que bibelôs com funções extras, mas a tendência é que valorizem-se com o tempo por serem produtos limitadíssimos. Já jogou em algum deles? Qual console retrogame gostaria de ter em sua coleção? Conte sua história com os games retrô pra gente!

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