Where the Water Tastes Like Wine mostra, com abordagem lúdica, que viajar pelos Estados Unidos pode ser menos prazeroso do que parece. Não estou desejando isso pra você, leitor, mas apenas falando a realidade do personagem, que tem o dever de vagar pelo país, em busca das mais interessantes histórias que podem ser contadas. Vagar pelo país não é o objetivo, mas o meio para seu objetivo. Imagine que você quer ser um mestre Pokémon, mas, ao invés de monstros de bolso, você deve capturar histórias.

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Objetivo: ser o melhor contador de histórias

Você pode estar se perguntando o motivo de conseguir histórias. A maioria das suas histórias é oriunda de vivência própria, contudo existem personagens marcantes cujas histórias estão escondidas pelo filtro da confiança. Adquirir confiança destes personagens depende do seu poder de contar histórias, mais precisamente o poder de escolher histórias para contar de acordo com a vontade de ouvinte.

Torça para ter as histórias que atendam a vontade do seu companheiro de estrada. Depois de contar histórias, não é raro ouvir uma história que você já contou, mas sempre com alguma peculiaridade adicional e muitas dessas bastante exageradas. É como dizem: quem conta um conto aumenta um ponto.

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Assobiando e viajando

Além de viajar, é necessário se preocupar com sua saúde, sono e bolso. Em cidades grandes é possível procurar alguma atividade remunerada, mas cuide para que ela não atente contra sua saúde. Eu, por exemplo, cometi a burrada de panfletar na chuva e precisei gastar tudo que ganhei pra recuperar a minha saúde de volta.

Para aliviar a viagem, o jogador pode pedir carona, pular dentro de um trem (ou pagar por ele) e barcos para atravessar rios. Mas confesso que meu método de viagem favorito é o assobio. Assobiar faz o personagem andar um pouco mais rápido, além de ser o modo mais livre de viajar, já que os carros estão presos às rodovias e os trens limitados pelas ferrovias. Outro aspecto positivo do assobio é que é uma versão das próprias músicas do jogo.

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Carinhos sonoros

A música de Where the Water Tastes Like Wine tem uma qualidade incrível e se encaixaram muito no meu gosto pessoal, já que adoro ouvir Folk e Jazz. Posso até comparar a qualidade com as música dos jogos da Supergiant, como Bastion e Transistor.

É de fato um excelente material, que remete aos aspectos musicais de cada região. Outro carinho sonoro é a atuação de voz, que é uma delícia de ouvir! Não canso de ouvir o narrador com sua voz original, mesmo quando ele interpreta a fala de alguém.

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Considerações finais – Where the Water Tastes Like Wine

Pessoalmente, classificaria Where the Water Tastes Like Wine como uma audio-visual-novel, com uma incrível qualidade de som, tanto nas músicas quanto na atuação de voz. Um ponto negativo é que ele se torna pouco amigável para o público que não é norte-americano em dois aspectos. O primeiro são as próprias histórias, que devem possuir referências reais, que somente o povo da região captaria com facilidade.

Dublar o título para um outro idioma acabaria por arruinar metade ou mais do trabalho originalmente realizado, já que existem diversos termos, expressões e trocadilhos próprios da língua inglesa. É uma experiência incrível, mas aconselho que seu inglês esteja afiado e que tenha um livro de história americana numa guia do seu navegador também ajude. Já havia jogado o título? O que achou de ser um viajante contador de histórias?

Where the Water Tastes Like Wine está disponível para PC, Mac e Linux. O Hobbismo testou a versão para PC através de cópia cedida pela Devolver Digital.

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