Terroir é um jogo onde você gerencia uma vinícola. Ele utiliza gráficos 3D e simula espaços nos quais pode adicionar um recurso em cada espaço, ampliando sua capacidade de criar o melhor vinho.

Minha experiência com ele foi um pouco complicada. Ele parece que não foi bem otimizado e, apesar dos gráficos bem simples em 3D, ele consome bastante recursos do computador. O título exigiu bem mais do meu PC que as especificações determinadas pelos desenvolvedores.

Criando uma vinícola

A premissa de Terroir é simples. De início, você pode escolher 3 níveis onde algumas condições são modificadas, sendo elas o clima, orçamento inicial e o valor do bônus dado ao jogador que inicia sua carreira como produtor de vinhos.

Mesmo sendo um jogo do gênero de gerenciamento de recursos ele não tem muita interação e ações disponíveis, tornando-o lento e possivelmente entediante. A maior vantagem de Terroir está em sua temática única. Como fã de jogos de tabuleiros, entendo Terroir como um jogo de tabuleiro digital com uma inteligência artificial, permitindo que jogue sozinho.

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Clima bucólico em excesso

Os gráficos são bem simples e a narrativa assume a função de ensiná-lo a jogar, mas como um jogo de ritmo lento, o tutorial também é devagar e pouco dinâmico, passando as informações em texto. A interface deixa a desejar, pois o jogo não é adaptado para a maioria das resoluções de monitores. Textos podem ficar ilegíveis, fazendo com que perca informações primordiais, já que todas as informações e ensinamentos são transmitidos através deles.

Como falamos anteriormente, o ritmo de Terroir é lento, mas carece de certo equilíbrio. Dependendo do nível de dificuldade escolhido, você ficará sem recursos e nem ações para realizar alem de esperar o tempo passar.

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De início, a música é bem legal e combina com o estilo do jogo. Mas, devido a falta de ações possíveis e a monotonia geral, a música acaba por se tornar um elemento que te faz perceber que não está fazendo absolutamente nada.

Terroir – Boa proposta com pobre execução

Apesar da proposta apaixonante e única, é triste que o jogo falhe nos aspectos técnicos devido a pouca otimização. Mesmo que simuladores – principalmente os que envolvem vida rural – tenham uma energia mais bucólica, a experiência é demasiadamente monótona, principalmente pela pouca quantidade de ações possíveis ao longo do game.

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Existem dois problemas que, sanados, melhorarão a experiência de Terroir: o primeiro deles é a legibilidade de algumas telas, que se tornam ilegíveis de acordo com a resolução do monitor. O segundo está na variedade de ações possíveis: com mais interação, o sentimento de não estar fazendo nada diminui, mas sem tirar o ritmo relaxante do game.

Como menciono ao longo do texto, o potencial da ideia de Terroir é enorme, mas acaba por ser um jogo simples demais e ainda mal executado. O ideal seria que levasse mais algum tempo para lançamento, de maneira que esses problemas poderiam ser sanados antes de disponibilizar o título aos jogadores.

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