Criado pela desenvolvedora brasileira Tomato Trap, Plasma Puncher é um beat’em up – aquele tipo de jogo no qual você apenas anda e desce o braço nos inimigos, estilo consagrado por Final Fight Streets of Rage – com uma proposta e temática únicas. Dizemos isso pois, ao invés de andar por ruas batendo em criminosos de rua e comendo frangos suspeitos no meio da rua, dessa vez assumimos o papel de um anticorpo, que deve lutar contra uma célula maligna que tenta se espalhar por um organismo.

Ou seja, provavelmente estamos dentro do corpo de algum Guy, Haggar ou Mustapha da vida, logo após terem feito a besteira de comer o famigerado frango dentro de um barril. E essa é a magia de Plasma Puncher, que traz um gênero consagrado e o reinventa de forma única, garantindo algumas horas de muita diversão.

Plasma Puncher: Uma rua redonda e vertical

Após a cena de introdução que traz a invasão da célula maligna ao organismo e sua horda de bactérias que destroem os anticorpos, seu protagonista resolve acabar com a origem do problema por conta própria, pousando na superfície de seu algoz. A partir daí, deverá arrebentar as “fuças” dos lacaios desse organismo, de maneira a juntar forças para um golpe especial que machucará o transmissor de doenças.

O mais interessante sobre Plasma Puncher é a área na qual combate: na superfície do microrganismo redondo, que gera os inimigos que deverá enfrentar. Ou seja, apesar do terreno ser plano, deverá considerar a maneira como os oponentes se afastam ou aproximam, observando seu direcionamento. Isso influi diretamente em como irá se aproximar deles e como desviará de seus golpes, sendo um dos elementos que tornam o game único.

Outro ponto bacana de ressaltar é a direção de arte tomada pelo game. Como pode ser notado no trailer exibido mais acima, todo o ambiente de Plasma Puncher é bastante cartunesco, sendo ideal para crianças apesar da violência animada. Explicar o conceito de anticorpos e como eles funcionam pode se tornar mais fácil utilizando o game como exemplo, apesar de sabermos que o processo real não é tão animador ou cheio de adrenalina.

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Nosso único problema foi jogar com o controle no PC, pois, apesar da compatibilidade parcial informada pela Steam, nosso controle de Xbox One não foi reconhecido pelo game. Porém, não tivemos notícias de problemas com outros jogadores. Mesmo assim, o game utiliza poucas teclas e a jogabilidade é fácil de se acostumar, ao mesmo tempo que fluída. Plasma Puncher respeita bastante a necessidade de usar poucos botões conforme manda o gênero.

Existem poucos golpes especiais, mas também são ativados por sequências simples de botões. Estes ataques são desbloqueados através de uma pequena árvore de upgrades, que trazem melhorias no ataque, vida e golpes como um soco que vem do ar para o “solo” na direção que escolher, bom para derrotar inimigos com defesas laterais.

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Diversão de curta duração, mas leve e com desafio na medida certa

O primeiro jogo da Tomato Trap é uma agradável surpresa dentro do cenário indie brasileiro. Plasma Puncher consegue pegar a essência dos beat’em up mas sem criar um jogo de “porradaria genérica”, oferecendo uma jogabilidade única dentro de um cenário pouco comum a jogos do gênero. O desafio também é dosado na medida certa, evoluindo conforme o jogador adapta suas estratégias aos novos monstros e as novas habilidades disponíveis.

Inclusive, achamos o protagonista do game mais carismático do que os agentes Ozzy & Drix, principalmente quando usa o chapéu com cabelo de Super Saiyajin. Recomendamos fortemente que tire algumas horas do seu dia para derrotar as hordas de micróbios de Plasma Puncher. E você? O que achou do game e de nossa review? Não deixe de dar sua opinião em nossa seção de comentários!

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