De monstros a animais, Lara Croft já enfrentou de tudo no decorrer de suas aventuras. São 22 anos de história com quase 20 jogos lançados desta série que é tão amada e aclamada pelo público. Isso significa que Tomb Raider tem sido lançado quase que todos os anos de 1996 a 2015.

Mas não é só de ação – e muita violência – que vivem as aventuras de Tomb Raider, a saga carrega junto de si uma rica gama de simbologias e referências a culturas e lendas antigas do mundo todo. Com inspiração nos mais diversos mitos e o novo remake circulando pelas salas de cinema, vale relembrar as principais mitologias de Tomb Raider.

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Mar do Diabo

Assim como o triângulo das Bermudas no Atlântico, do outro lado do globo temos um primo próximo que também é conhecido por desaparecimentos misteriosos, conhecido como Mar do Diabo ou Triângulo do Dragão, que fica próximo ao Japão. A região é formada por Guam e pelas Ilhas Marinas, sendo considerada um dos pontos mais fundos de todo o planeta.

No reboot de Tomb Raider (2013) – que serve de base para o filme lançado recentemente -, Lara e seus amigos se perdem em uma ilha depois do Mar do Diabo ter engolido seu navio, o Endurance. Lara tem que salvá-los enquanto lida com os perigos do local.

Durante todo o jogo vemos destroços de navios e aviões espalhados pela ilha, que muitas vezes servem de apoio para escaladas e podem tanto ajudar quanto atrapalhar o jogador. Aproveitando a temática, os desenvolvedores também exploraram os aspectos místicos que cercam o lugar e não perderam tempo em acrescentar tudo durante a história do jogo.

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Himiko e Yamatai

Ainda no mesmo jogo da franquia, Lara vai em busca do reino perdido de “Yamatai” no Japão. Chegando em Yamatai, ela tem que lidar com uma força sobrenatural chamada Himiko, baseada na figura da rainha xamanista japonesa. Himiko é a antagonista do jogo e faz de tudo para acabar com Lara e seus amigos, contando também com uns seguidores bem devotos. Na vida real não se sabe exatamente onde fica o Yamatai e nem sobre Himiko, ou se ambos realmente existiram. Porém, o reino perdido de Yamatai é uma crença e mitologia bem presente até os dias de hoje.

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O embate mitológico entre Seth e Hórus

Tomb Raider: The Last Revelation (1999) levou Lara ao Egito, onde ela sem querer desperta o deus egípcio Seth, o deus das trevas e da morte. Ela então tem que correr contra o tempo para deter sua ira, descobrindo que precisará acordar Hórus, o filho da luz, para que ambos travem uma luta entre si e o mundo seja salvo.

Essa é uma história baseada na mitologia egípcia da batalha de Seth e Hórus, que assim como no jogo lutam entre si. Na mitologia egípcia, Seth mata Osíris e Hórus luta contra ele pelo trono do seu falecido pai. Em um momento Seth arranca um dos olhos de Hórus, dando origem a um dos artefatos mais famosos do mundo: o olho do Hórus, que também é representado no jogo e deve ser encontrado por Lara.

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Excalibur

Excalibur, a lendária espada do rei Arthur, é fortemente ligada a cultura da Grã-Bretanha. Esta espada de origem misteriosa é uma das posses mais valiosas de Arthur e é usada para assassinar e roubar o caldeirão mágico do rei irlandês Diwrnach. É dita como a espada mais poderosa do mundo e símbolo de nobreza e força.

Em Tomb Raider: Legend (2006), Lara e sua mãe sofrem um acidente de avião e acabam no Himalaia. Porém, a mãe de Lara desaparece e anos mais tarde a protagonista vai atrás de seu paradeiro e descobre que a espada está intimamente ligada a este desaparecimento. Ela então se aventura a fim de encontrar todos os fragmentos desta arma e descobrir o que aconteceu com a sua mãe.

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A ilha perdida de Atlântida

O primeiro jogo da saga Tomb Raider levou Lara em busca do artefato Scion. Ela navega por vários destinos, dentre eles a ilha perdida de Atlântida – parece que a heroína adora reinos e lugares esquecidos – e por lá se depara com diversos inimigos para chegar ao objetivo final do jogo.

A ilha perdida de Atlântida é um mito grego citado pela primeira vez por Platão. A ilha seria uma potência naval que teria conquistado partes da Europa Ocidental e da África e, após uma fracassada batalha contra Atenas, teria simplesmente desaparecido no oceano do dia para a noite. Muitos acreditam que Platão teria se inspirado em eventos antigos como a guerra de Tróia, ou que a lenda surgiu de uma metáfora referente a uma catástrofe global, como o Dilúvio.

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Ragnarok

Na mitologia nórdica, o Ragnarok é visto como o fim dos tempos, uma guerra travada por gigantes e Asgardianos que resultaria na morte dos deuses e toda a vida e o universo. Além do Ragnarok, vários aspectos da cultura nórdica são apresentados no jogo como trasgos, as luvas e o cinto de Thor, entre outras criaturas.

Continuando a história de Legend, Lara ainda procura sua mãe, tentando desvendar os mistérios por trás do seu sumiço. Para descobrir se ela ainda está viva, Lara reencontra uma antiga inimiga, Jacqueline Natla. No jogo Tomb Raider: Underworld (2008) Lara vai atrás do Mjolnir, o conhecido martelo de Thor na tentativa de encontrar as respostas de que precisa. Nessa busca, ela descobre que a vilã do jogo planeja fazer algo pior, iniciar o Ragnarok, o que acabaria com toda a vida existente.

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Baba Yaga

Após os acontecimentos no Yamatai no reboot da franquia, a sequência Rise of the Tomb Raider (2015) mostrou Lara em uma busca para provar que não estava ficando louca. A protagonista viaja à Sibéria em busca da cidade lendária de Kitezh – outra vez uma cidade perdida é encontrada. As lendas apontam que a cidade contém o segredo da imortalidade. A personagem passa por vários desafios no decorrer do jogo em busca de respostas sobre uma lenda e em uma jornada de descobrimento de si mesma.

Além de vários elementos do mito de Kitezh e da cultura Siberiana, o jogador é apresentado à figura de Baba Yaga na DLC Baba Yaga – O Templo da Bruxa. Vinda da mitologia eslava, a bruxa é um ser sobrenatural com a aparência de uma mulher de rosto deformado, que voa com sua vassoura e anda numa casa com pernas de pássaros.

Ela pode ser tanto boa quanto má, as vezes assumindo um papel maternal, mas sempre associada à vida selvagem da floresta. No entanto, a figura da mitologia eslava e a figura que aparece na história do jogo são um tanto distintas, originalmente, Baba Yaga não utiliza um crânio com chifres na cabeça aparentando apenas ser uma mulher idosa comum de feições exageradas.

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Qual mitologia gostaria de ver em Shadow of the Tomb Raider?

Tomb Raider surpreendeu e surpreende ate hoje e é incrível como os desenvolvedores sempre se preocupam em passar conhecimento alem de entretenimento. A cada jogo que passa, a comunidade nunca se cansa de encontrar coisas novas em relação aos jogos e com certeza aguarda ansiosamente pelo o que esta por vir. O próximo título da franquia chegará em 14 de setembro desse ano para o Xbox One, Playstation 4 e PC, continuando a aventura de Rise of the Tomb Raider. Quais mitologias gostaria de encarar ao lado de Lara Croft?

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