A tecnologia VR é incrível e quem foi aos cinemas assistir Jogador Nº 1 deve ter pensado várias vezes em como seria maravilhoso ter um universo daqueles a um Oculus Rift de distância. O filme, baseado no romance homônimo lançado em 2011 por Ernest Cline, conta a história de Wade Watts, um jovem que vive em uma terra distópica no ano de 2045. Um lugar onde as pessoas estão em busca de algum sentido para as suas vidas monótonas.

A partir daí, elas embarcam em uma nova dimensão através de um revolucionário game chamado “Oasis”, um jogo cheio de aparatos tecnológicos e realidade virtual no maior estilo Matrix. E é a partir daí que a história começa.

Com tanta coisa acontecendo no filme sobre esse “Oasis”, não dá para deixar de pensar: Será que a tecnologia um dia possibilitará a humanidade experiências como essas? Sabe-se que estamos bem longe de alcançar a perfeição de Oasis em vários sentidos, mas já existem inúmeras alternativas para quem se interessa e tem gosto pelo assunto, principalmente no mundo dos jogos.

História

O primeiro dispositivo VR de que se tem notícia foi o estereoscópio, criado pelo físico Sir Charles Wheatstone em 1838. Claro, ele era bem diferente dos que temos hoje em dia, mas foi a partir dali que os primeiros experimentos com imagens tridimensionais foram feitos no século XX, podendo ser considerados precursores da tecnologia de realidade virtual.

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Porém, foi apenas após mais de um século que a tecnologia seguiria novamente em direção à realidade virtual. No começo dos anos 90 – com a onda de videogames que começou com o lançamento do Famicom no final da década de 1980 -, as empresas começaram a explorar mais esta tecnologia e lançaram seus próprios dispositivos de realidade aumentada. Conheça alguns deles:

Sega VR

Logo em 1991 a SEGA tentou se expandir para o novo mercado que estava surgindo com o anúncio do Sega VR. O dispositivo era bem parecido com os que vemos nos dias de hoje e inicialmente seriam lançados quatro jogos para o sistema. Porém, a ideia se provou um fiasco e em 1994 a empresa cancelou o projeto, que não chegou a ser lançado para o público.

O principal problema do SEGA VR veio a ser uma pedra no sapato das empresas até o lançamento dos dispositivos de realidade virtual da atualidade: muitas pessoas tiveram dores de cabeça e enjoos com o aparelho.

 

 

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Virtuality Pod

Também nos anos 90, a empresa Virtuality Group lançou uma série de dispositivos VR, incluindo visores, luvas, volantes e joysticks. Além disso existia a possibilidade de se jogar tanto em pé em uma plataforma, como sentado em um carrinho, para jogos de corrida.

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Naquela época vários dispositivos foram sendo lançados, todos com muitas limitações e com imersões não tão completas, sem contar que os próprios jogos, apesar de divertidos, ainda estavam longe de imitar ou parecerem com a realidade.

O VR no século XXI

No decorrer dos anos muitas empresas se interessaram pela tecnologia, tentando cada vez mais aprimorar a imersão do jogador com ferramentas consideradas novas – que já haviam sido tentadas no passado porém sem tanto sucesso. Em 2006, a Nintendo lançou o seu Wii, que inovou ao trazer um controle sensível capaz de detectar movimentos em três dimensões. A ferramenta por si só já expandiu os horizontes da tecnologia VR, abrindo portas para que as concorrentes entrassem de vez nessa disputa.

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Com o grande sucesso do Wii, a Microsoft trouxe seu Kinect em 2010, compatível com o Xbox 360 e posteriormente Xbox One. O dispositivo foi um dos primeiros a permitir que jogue sem apertar um botão sequer, acabando de vez com a ideia do joystick e capturando os movimentos dos jogadores com perfeição através de sensores, inovando no campo da jogabilidade. Por outro lado, a falta de bons jogos – com exceção de games de dança como os da franquia Just Dance e Dance Central -, acabou por fazer com que a Microsoft interrompesse a produção do periférico no final de 2017.

 

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Anos mais tarde a onda dos headsets voltou, mas desta vez com tecnologia de ponta e sem risco aos consumidores. Os novos headsets agora possuem além de imagem de qualidade, a tecnologia do áudio binaural, que consiste em sons gravados de forma que simule a projeção do som percebida por um ser humano, aumentando mais ainda a imersão, o jogador agora não só joga como participa do jogo. É claro que a evolução dos gráficos facilita também, além dos headsets contarem com joysticks com sensores e visor 360º.

Algumas opções do mercado:

  • View Master – Desenvolvido pela Apple e compatível com as versões do Iphone 5 em diante.
  • Oculus Rift – Desenvolvido e fabricado pela Oculus, exibe imagens levemente diferentes em cada olho causando um efeito 3D, compatível com Xbox One.
  • Gear VR – Desenvolvido pela Samsung e compatível com as versões mais modernas do Galaxy.
  • Playstation VR – Desenvolvido pela Sony para competir com o Oculus Rift, compatível com Playstation.
  • Loox VR Alpha – Desenvolvido pela Loox VR, é uma versão brasileira do Gear VR, compatível com Iphone, Moto X, Galaxy, LG, Nexus e Zenfone 2.

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Algumas empresas foram um pouco mais ousadas em relação a esta tecnologia, e resolveram potencializar ao máximo a experiência de imersão além dos modelos tradicionais. Como é o caso da Cyberith, com seus aparatos que possibilitam uma experiência mais divertida e interessante.

O Cyberith Virtualizer faz uma junção de todas as tecnologias vistas até aqui a uma espécie de esteira que permite que o jogador realmente se sinta dentro do jogo. Ele corre, pula, anda e abaixa, em uma imersão que beira os cem por cento.

A única coisa – ou pelo menos uma das poucas – que ainda não conseguiram desenvolver, são as roupas sensíveis que aparecem na história do filme. Uma tecnologia capaz de reproduzir por meios virtuais todas as sensações do corpo humano e talvez isto esteja um tanto longe de acontecer.

Em compensação, já estamos caminhando para gráficos cada vez mais realistas e inteligências artificiais cada vez mais complexas, feitos praticamente impossíveis visto do ponto de vista em que a tecnologia VR começou a dar os seus primeiros passos. Claro, ainda faltam alguns aprimoramentos e provavelmente algum conhecimento que talvez só seres de outro mundo saibam, mas aos poucos o mercado está caminhando para algo tão incrível e possível quanto Oasis.

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O que achou do filme?

Para finalizar: diz aí nos comentários o que você achou do filme e o que acha que está faltando para alcançarmos a perfeição da tecnologia! Já testou algum destes aparelhos? Curtiu a experiência? Comente conosco e compartilhe nosso artigo!

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