Embora os jogos de tiro em primeira pessoa nunca saiam de moda, há alguns anos atrás eles estavam meio apagados, contando apenas com as sequências anuais das franquias Call of Duty e Battlefield, presos em uma mesma fórmula. A chegada de títulos como Splatoon da Nintendo, Star Wars Battlefront e Overwatch para computadores e os consoles concorrentes balançaram esse cenário de tal maneira que até Battlefield abandonou os campos de batalha modernos e fez um triunfal retorno para a Primeira Grande Guerra. Enquanto isso, o estúdio brasileiro Aquiris trabalhava em sua própria investida no sangrento território dos FPS com Ballistic Overkill.

Seis anos de preparação

Em desenvolvimento desde 2011, quando ainda era pensado como uma espécie de simulador militar realista chamado Critical Mass, o título passou por grandes mudanças – inclusive a aquisição do controle de comercialização da marca de publishers, tornando Ballistic Overkill um título completamente auto publicado pela Aquiris – até seu estado atual. A primeira versão lançada, até então chamado apenas de Ballistic chegou no boom dos jogos sociais no Facebook, em 2012. Muito do que foi implementado naquele game – mapas, classes, armas e habilidades, entre outros – passou a fazer parte da versão final, mas de maneira balanceada, já que, na época, os jogadores novatos não tinham a mínima chance em comparação com os veteranos.

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Para o lançamento da nova versão para PC, muito do conteúdo que estava presente no título para Facebook teve de ser enxugado, reduzindo as opções principalmente no setor de armas e habilidades. Por outro lado, tornar as opções mais enxutas significa uma facilidade maior nas escolhas dos jogadores. Levando em consideração que estes equipamentos são liberados de maneira progressiva – cada partida rende experiência para as classes usadas em batalha -, o jogador possui maior facilidade na hora de comparar e montar o soldado perfeito para seu estilo de jogo.

Esqueça os healers – não existe defesa aqui

Ballistic Overkill conta com sete classes disponíveis, cada uma com características próprias ou mesclando diferentes estilos. Dessa maneira, uma classe que normalmente atua como sniper também pode se aventurar em tiroteios a média ou curta distância. Quem está acostumado com FPS em equipe como Team Fortress 2 ou o próprio Overwatch poderá estranhar alguns elementos, entre eles a falta de classes dedicadas à cura ou suporte.

Porém, o atrativo – sendo usado inclusive pela própria Aquiris na promoção do game – é justamente o de apresentar Ballistic Overkill como um título altamente ofensivo. Ao invés de curandeiros, diversos itens de cura ficam espalhados pelo mapa, principalmente nas áreas de nascimento. Tudo isso para manter o frenesi das partidas, sempre muito ágeis e intensas. Dificilmente ficará mais que um ou dois minutos vivo. Ok, admito não ser o melhor jogador de FPS, mas em partidas equilibradas essa é uma regra que vale até para os mais competitivos.

Uma das grandes vantagens da intensidade do gameplay é a impressão de que o tempo não passou, visto que as partidas requerem bastante foco já que os respawns são feitos em questão de poucos segundos. Apesar do balanceamento feito para tornar as partidas entre veteranos e novatos mais justos funcione na maior parte do tempo, ainda falta ao título uma maneira de reorganizar as equipes de maneira que evite totais massacres. Não foi incomum entrar em partidas entre times de jogadores com nível de 1 a 4 se opondo a times compostos por pessoas que possuíam cinco vezes seu nível.

O pano de fundo dos conflitos envolve um novo tipo de energia sustentável e abundante. Um monopólio pelo controle dessa energia é estabelecido por uma federação de nações, deixando as gigantes do petróleo de fora, o que obviamente não foi bem recebido por essas indústrias. Em 2036, grupos de mercenários vêm atacando as bases de produção dessa energia, o que leva a ativação de um misterioso protocolo como resposta.

Vale notar que as referências a essa disputa não chegam a ser exploradas nas partidas, servindo apenas como um fundo de pano narrativo até o momento. As disputas são feitas em quatro modalidades já conhecidas pelos fãs do gênero: o clássico mata-mata cada um por si, Disputa entre Times, Rei do Pedaço e a captura de pontos, comum em outros jogos de tiro como Battlefield.

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Colecione skins em Ballistic Overkill

Se é um jogador e colecionador ávido das skins digitais em Counter-Strike: Global Offensive, recomendamos fortemente que também comece sua coleção em Ballistic Overkill. Embora os títulos possam ser comparados, as mecânicas do game são suficientemente diferentes para que tenha uma experiência fora do que CS pode oferecer. Ao mesmo tempo, também poderá colecionar as famigeradas skins em caixas de prêmios.

Vale notar que o conjunto de skins entregues nas caixas de prêmios são alteradas conforme as temporadas do game, estimulando a troca de skins dentro do game ou da própria Steam. Nossa única ressalva a esse sistema é que as skins de armas recebidas nem sempre podem ser usadas. Por exemplo, um jogador novato pode acabar recebendo a skin de uma arma que só poderá ser usada após subir muitos níveis.

Com alguns problemas pontuais e que interferem pouco na maioria das partidas disputadas, é impossível dizer que Ballistic Overkill se sustenta apenas no título de “FPS brasileiro”. Com gráficos e sons eficientes, porém com a acessibilidade de jogadores com configurações menos poderosas, o título diverte de maneira que não vê o tempo passar entre uma partida e outra. Ao mesmo tempo, jogadores que não possuem tanto tempo livre podem se sentir livres para entrar no game e tirar uma ou duas partidas entre um compromisso e outro.

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